Startup Weekend – Eu fui! #SWTaquaritinga

Neste fim de semana participei de um evento incrível que rolou aqui na minha cidade: o Startup Weekend. Pra quem não sabe o que é uma Startup Weekend, sugiro que leia aqui. Você também vai encontrar uma infinidade de informações no Google sobre o que é e como é uma Startup Weekend.

Basicamente, você tem um final de semana, começando na sexta à noite e terminando no domingo à noite, para descobrir um problema, validá-lo junto ao seu público alvo, apresentar uma ideia/solução, validar a ideia e então criar uma “empresa” em cima disso.

O evento é inspirador e transformador!! Os mentores colocam um milhão de questionamentos e ideias contraditórias em sua mente e você precisa de, NO MÍNIMO, muita resiliência e calma para conseguir seguir a diante.

Mas não vou – nem pretendo – me adentrar nos detalhes do evento. Quero me ater a uma frase que ouvi diversas vezes no fim de semana: “vocês vão pivotar outra vez?” Para não deixar o post muito longo , se você quiser saber o que é PIVOTAR, clique aqui e aqui.

Depois de ouvir essa frase uma porção de vezes, por um instante, minha mente precisou pivotar por um pouco. Precisei dar um giro pela mente, sem perder minhas bases. O mentor olhou para mim e disse: “Olhe para mim, pare de olhar para o lado!” O que ele não sabe, é que eu não estava olhando para o lado. Eu estava olhando para dentro de mim!

Pivotei minha mente, minhas ideias, minha alma, mas me agarrei a tudo o que sou, tentando voltar ao ponto de equilíbrio, tentando alcançar algo novo, tentando ver mais além, sem perder o chão que me segura. Naquele momento, não se tratava mais de pivotar um negócio, uma empresa. Eu estava pivotando a minha vida!!

E esse foi, sem dúvida alguma, o maior ganho da Startup Weekend. Nunca vou esquecer essa frase: “Vocês vão pivotar novamente?”. Sim!! Eu vou pivotar minha vida quantas vezes forem necessárias, porque é isso que nos mantém vivos. É preciso pulsar uma dor para achar uma resposta. É preciso olhar para outros ângulos, mudar de direção, mudar de ramo, mudar de ideia, mudar tudo, mas sem mudar a sua essência, sem deixar de ser aquilo que você é.

Eu não faço ideia de quantas vezes a vida cobrou de mim a força para fazer girar a roda da vida. Eu não faço ideia de quantas vezes eu tentei deter a roda da vida! Eu também não faço ideia de quantas vezes eu deixei a roda girar, sem medo de me perder… Mas eu sei que é preciso girar, é preciso pivotar, é preciso rodar a roda da vida. Porque quando menos se espera, a roda para.

Algumas pessoas podem achar que ficar pivotando ideias, pivotando vidas, é algo que demonstra labilidade, instabilidade ou qualquer outro tipo de volatilidade. Mas não! Aliás, é totalmente o contrário. Pivotar ideias, pivotar vidas, é o maior sinal de força e resiliência. É saber que você pode se abrir e sair para o mundo e ainda assim saber voltar para casa, na certeza que voltará sempre com a bagagem maior, com o coração mais cheio, com a mente mais fértil e com o coração transbordando de alegria pelas novas experiências.

Na dúvida? Vamos pivotar novamente! E vamos em frente…

#StartupWeekend #SWTaquaritinga #GiveFirst

 

Falhando em falhar 

Estamos falhando em falhar! Simples assim. Estamos errando no modo de errar. Ok, eu também sei, ninguém gosta de falhar. Ninguém quer ter uma vida marcada por falhas, por erros, por desacertos, por desencontros. 

Mas o fato é que falhar pode ser importante. Falhar não precisa ser visto apenas como algo negativo, como um demérito para quem erra. Falhar também tem seu lado positivo!

Falhar ou errar envolve aprendizado. É através de erros que aprendemos as diversas formas de não se fazer algo, os diversos caminhos que não nos levam exatamente ao lugar onde queremos chegar. Seria muito bom se pudéssemos sempre saber o que fazer ou como fazer, se pudéssemos ser sempre assertivos. Mas se tudo fosse tão maravilhosamente certo assim, quantas experiências e vivências perderíamos? Quantas emoções sentiríamos na nossa jornada?

É óbvio que não precisamos cometer todos os erros e todas as falhas possíveis. Podemos – e devemos – ganhar tempo, encontrar atalhas, aprender dos erros dos outros. Mas não podemos desprezar o valor de falhar, quando isso é inevitável.

Observe uma criança. Crianças aprendem através de tentativas de erro e acerto. E é através de suas falhas que a criança entende o mundo e descobre diversas formas de não conseguir algo, até que por fim ela encontra o caminho, o atalho que a leva ao seu objetivo. Através de suas tentativas, novas sinapses e conexões neuronais são formadas e o cérebro aprende uma infinidade de movimentos, de ações, de consequências, de resultados, habilidades úteis para a vida inteira. Crianças lidam bem com as falhas, aceitam seus erros e aprendem de suas tentativas. Crianças não desanimam na primeira falha. Elas são insistentes, são resilientes!

Qual é momento onde nós, adultos, deixamos de ser crianças e perdemos nossas habilidades de falhar e tentar novamente? Esta é uma habilidade que nos faz muita falta!

Muitos vivem frustrados, desajustados, buscando respostas, aprovação constante, objetivos inalcançáveis. Tudo isso porque não aceitam a ideia de falhar! Consideram a falha como algo abominável, uma ação vergonhosa. E por isso perdem uma grande oportunidade de aprendizado. É neste ponto em que estamos falhando em falhar! Estamos tão preocupados com nossa aceitação social, que desperdiçamos grandes oportunidades de aprendizado e de desenvolvimento de habilidades simplesmente por vergonha de falhar.

É preciso mudar este panorama! É preciso resgatar a criança que um dia fomos, sem medo de errar, sem medo de tentar, ao mesmo tempo em que mantemos a habilidade de racionalizar nossos esforços na busca das melhores soluções para cada problema, mesmo que isso envolva, eventualmente, falhar.

Falhar é uma característica do ser humano, uma atividade inerente de toda a humanidade. Aqueles que souberem tirar vantagem deste evento cotidiano da vida terão encontrado a chave do seu crescimento pessoal e profissional.

Seres inconclusos

Somos seres inconclusos. Nunca estamos completamente prontos e preparados. Para nada! Sim, estamos sempre inacabados, incompletos, inconclusos. Nunca chegamos ao ponto onde terminamos tudo o que gostaríamos de ter feito. Nunca alcançamos o nível de excelência que julgamos precisar. 

“Na verdade, o inacabamento do ser humano ou a sua inconclusão é próprio da experiência vital. Onde há vida, há inacabamento.” (Paulo Freire)

A vantagem disso é que sempre há espaço para melhorar. Sempre há campo para evoluir! Sempre há oportunidades para explorar…

E você? Sente que ainda há muito para construir em sua vida! 

Novidades chegando…

Queridos leitores, estive um tempo ausente das minhas atividades no blog por um motivo muito especial: agora sou mamãe! Sim, estive desconectada das minhas atividades online por uma linda causa. Ou melhor, pela melhor causa de todas!!

Mas agora é hora de voltar!!

E tenho muitas novidades para compartilhar com vocês.

Nos próximos dias irei contar as novidades do blog e vou trazer informações muito interessantes a todos.

Fique atento!

Pra começar, o primeiro artigo, que deve ser publicado ainda esta semana e que, particularmente falando, está sensacional, terá o título “As 3 coisas que ninguém lhe contou sobre criatividade”. Além disso, nas próximas semanas os meus leitores do blog receberão um presente incrível.

Ficou curioso?

É só deixar seu email cadastrado e você vai receber em primeira mão todas as novidades que eu publicar aqui.

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A Inovação

INOVAÇÃO

          Do latim innovatione, significa “ato ou efeito de inovar; aquilo que é novo, coisa nova, novidade.” Trata-se do resultado do processo criativo. Resumidamente, pode-se dizer que a inovação é o resultado da criatividade aplicada. Não é possível existir a inovação sem primeiro existir a criatividade. Isso quer dizer que a criatividade envolve ter uma ideia nova, original. E a inovação envolve aplicar esta ideia, colocar em prática a o pensamento criativo.

Desta forma, a criatividade é o primeiro passo para a inovação. No entanto, nem sempre uma ideia criativa é uma ideia inovadora. Isso acontece, muitas vezes, porque algumas ideias, por mais criativas que sejam, não têm aplicação prática na realidade, ou seja, é uma ideia criativa mas inviável. Portanto, a inovação vai além do aspecto criativo da ideia. A inovação tem a ver também com a aplicabilidade da ideia.
A inovação no âmbito organizacional

A inovação é o fruto do processo criativo. Trata-se do resultado de todo um processo mental que envolve esforços significativos, tanto na identificação de situações e problemas que exijam ação, como na formulação de ideias e conceitos aplicáveis. No âmbito empresarial e organizacional, a inovação está intimamente ligada com a ideia de trazer benefícios (tecnológicos, culturais e, sobretudo, monetários) para a empresa. No entanto, dentro de uma empresa, a inovação não deve ser confundida com o processo de melhoria contínua, processo este que visa melhorar progressivamente as técnicas de gestão e produção, tendo como resultado apenas a manutenção da vantagem competitiva já existente. A inovação tem que causar impacto profundo e mudanças significativas, com resultados visivelmente percebíveis, aumentando a vantagem competitiva de uma empresa tanto em médio como em longo prazo. Do contrário, não é inovação. É apenas uma melhoria de determinado processo.

A inovação pode ser percebida de várias formas. Dentre elas podemos citar as inovações tecnológicas (inovações de produtos e processos) e as inovações de negócios (modelos de gestão, novos mercados, etc.).
As inovações tecnológicas baseiam-se na inclusão ou alteração do uso de tecnologias existentes no mercado ou na criação e aplicação de novas tecnologias. Dentro das inovações tecnológicas podemos citar:

  • Inovações de produtos e serviços: envolvem modificações nas especificações e nos atributos de um ou mais produtos oferecidos pela empresa, e têm por objetivo mudar a percepção que o consumidor tem sobre o produto ou serviço. Exemplo: desktop e laptop;
  • Inovações de processo: envolvem mudanças nos métodos de produção de um produto ou nos métodos de execução de um serviço, e têm por objetivo agilizar o processo, reduzir custos, gerar economia de recursos e aumento da produtividade, resultados estes nem sempre percebidos pelo cliente. Exemplo: automatização de processos por meio de máquinas e robôs.
    As inovações de negócio baseiam-se na adoção de novos modelos gerenciais, novos métodos organizacionais, abrangência de novos mercados, novas fontes de suprimentos e a inclusão de novos negócios no ramo de atividade da organização. Dentro das inovações de negócios podemos citar:
  • Inovações do modelo de negócios: envolvem mudanças na estrutura do modelo de negócios adotado pela empresa, tanto no aspecto gerencial e administrativo como no aspecto cultural ou organizacional da empresa, envolvendo também mudanças de estratégia na obtenção de matéria-prima, marketing e distribuição e mudanças na logística do negócio, ou seja, na forma como os produtos e serviços são oferecidos ao mercado, não envolvendo, necessariamente, inovações no produto ou serviço. Exemplo: as Lojas Americanas, nacionalmente conhecidas por sua grande rede de lojas de departamentos, adaptou seu modelo de negócios ao “boom” das empresas dotcom (digitais) e é hoje uma das maiores empresas brasileiras no mercado de vendas pela internet, tendo até mesmo incorporado o “ponto com” ao nome de suas lojas, que agora passaram a ser chamadas de Americanas.com. A inovação no modelo de negócios, neste caso, apropriou-se também do uso da tecnologia e fez com que os concorrentes ficassem despreparados para esta mudança de estratégia de negócios. Até hoje, alguns dos principais concorrentes das Lojas Americanas ainda não estão totalmente operantes no mercado on-line.

Existem três tipos de inovação, de acordo com o seu impacto para a organização: a inovação incremental, a inovação distintiva e a inovação radical.

A inovação incremental envolve pequenas melhorias em produtos ou serviços e representa pequeno avanço na forma como o cliente percebe os benefícios do produto, sem alterar drasticamente o seu uso ou consumo. Como exemplo de inovação incremental pode-se citar a inclusão de limpadores de língua e bochecha numa escova de dentes. Trata-se da inclusão de uma nova tecnologia, sem afetar radicalmente o produto ou o seu uso.

No caso da inovação distintiva, o produto ou serviço, apesar de possuir características idênticas àquele a partir do qual foi desenvolvido, apresenta uma série de atributos novos que correspondem a funções inexistentes anteriormente. Como exemplo de inovação distintiva pode-se citar a inclusão de câmeras fotográficas nos aparelhos celulares mais modernos. Embora o celular ainda possua as mesmas funções e características de quando foi criado, com a função de ser um telefone móvel, ganhou características inovadoras e deixou de ser apenas um simples celular, tendo agora também a função de registrar fotos e vídeos, possibilitando ao cliente gravador e registrar os momentos em que as palavras são dispensáveis.

Já a inovação radical, envolve uma mudança drástica nos produtos ou serviços oferecidos e afeta profundamente a percepção do cliente, rompendo com as idéias anteriormente conhecidas no mercado, originado, na maior parte dos casos, por uma necessidade latente ainda não atendida pelos produtos existentes ou por uma nova necessidade até então inexistente principalmente pela falta do produto ou serviço no mercado, causando forte impacto no mercado em geral. São idéias que se caracterizam por não terem um mercado pronto, mas sim um potencial de mercado, decorrente da substituição do produto. Como exemplo de inovação radical, pode-se citar o computador que substituiu a máquina de escrever ou o DVD que substituiu o VHS.

A dinâmica da inovação
De modo geral, as empresas e indústrias são o centro da inovação. Através delas surgem as grandes ideias, os novos produtos, as novas tecnologias. É de se esperar, portanto, que as empresas dediquem uma parte do seu potencial produtivo em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de produtos, investindo tempo e dinheiro no surgimento de ideias criativas e inovadoras.

Nos tempos atuais, a criatividade e a inovação deixaram de ser consideradas apenas como meras ideias ilusórias ou como perda de tempo. A criatividade e a inovação são peças-chaves para o sucesso de uma empresa e são consideradas atividades estratégicas e com grande potencial para aumentar a vantagem competitiva de uma empresa. Inovar deixou de ser uma atividade banal e passou a ser considerada agora como uma atividade vital para a empresa. As empresas que não inovarem, por fim, não sobreviverão à voracidade do mercado. Por isso, cada vez mais, os gestores e administradores estão interessados em inovar seus produtos e serviços, seus negócios, seu modelo de gestão.

No entanto, além de investir seus recursos em projetos de pesquisa e inovação, a empresa precisa contar com parceiros, tanto externos como internos. Estes parceiros podem auxiliar tanto na pesquisa e desenvolvimento de produtos e serviços, como na aplicação de investimentos financeiros. Dente os potenciais parceiros de inovação para as empresas, podemos citar: universidades, centros de pesquisa, agências de fomento à pesquisa científica, governo, clientes, fornecedores, funcionários, etc. Atualmente, devido aos altos custos do processo de pesquisa e desenvolvimento, as empresas interessadas em inovar seus produtos ou serviços adotam um modelo de inovação aberta, ou Open Innovation, onde diversas empresas e entidades contribuem para a pesquisa e o desenvolvimento de projetos e ideias inovadoras, capazes de fomentar o negócio. Desta forma, conclui-se que a inovação é um processo dinâmico, que deve envolver todos os colaboradores da empresa, sejam eles colaboradores internos (funcionários, gerentes, etc.) ou colaboradores externos (clientes, fornecedores, governo, etc.).