A Inovação

INOVAÇÃO

          Do latim innovatione, significa “ato ou efeito de inovar; aquilo que é novo, coisa nova, novidade.” Trata-se do resultado do processo criativo. Resumidamente, pode-se dizer que a inovação é o resultado da criatividade aplicada. Não é possível existir a inovação sem primeiro existir a criatividade. Isso quer dizer que a criatividade envolve ter uma ideia nova, original. E a inovação envolve aplicar esta ideia, colocar em prática a o pensamento criativo.

Desta forma, a criatividade é o primeiro passo para a inovação. No entanto, nem sempre uma ideia criativa é uma ideia inovadora. Isso acontece, muitas vezes, porque algumas ideias, por mais criativas que sejam, não têm aplicação prática na realidade, ou seja, é uma ideia criativa mas inviável. Portanto, a inovação vai além do aspecto criativo da ideia. A inovação tem a ver também com a aplicabilidade da ideia.
A inovação no âmbito organizacional

A inovação é o fruto do processo criativo. Trata-se do resultado de todo um processo mental que envolve esforços significativos, tanto na identificação de situações e problemas que exijam ação, como na formulação de ideias e conceitos aplicáveis. No âmbito empresarial e organizacional, a inovação está intimamente ligada com a ideia de trazer benefícios (tecnológicos, culturais e, sobretudo, monetários) para a empresa. No entanto, dentro de uma empresa, a inovação não deve ser confundida com o processo de melhoria contínua, processo este que visa melhorar progressivamente as técnicas de gestão e produção, tendo como resultado apenas a manutenção da vantagem competitiva já existente. A inovação tem que causar impacto profundo e mudanças significativas, com resultados visivelmente percebíveis, aumentando a vantagem competitiva de uma empresa tanto em médio como em longo prazo. Do contrário, não é inovação. É apenas uma melhoria de determinado processo.

A inovação pode ser percebida de várias formas. Dentre elas podemos citar as inovações tecnológicas (inovações de produtos e processos) e as inovações de negócios (modelos de gestão, novos mercados, etc.).
As inovações tecnológicas baseiam-se na inclusão ou alteração do uso de tecnologias existentes no mercado ou na criação e aplicação de novas tecnologias. Dentro das inovações tecnológicas podemos citar:

  • Inovações de produtos e serviços: envolvem modificações nas especificações e nos atributos de um ou mais produtos oferecidos pela empresa, e têm por objetivo mudar a percepção que o consumidor tem sobre o produto ou serviço. Exemplo: desktop e laptop;
  • Inovações de processo: envolvem mudanças nos métodos de produção de um produto ou nos métodos de execução de um serviço, e têm por objetivo agilizar o processo, reduzir custos, gerar economia de recursos e aumento da produtividade, resultados estes nem sempre percebidos pelo cliente. Exemplo: automatização de processos por meio de máquinas e robôs.
    As inovações de negócio baseiam-se na adoção de novos modelos gerenciais, novos métodos organizacionais, abrangência de novos mercados, novas fontes de suprimentos e a inclusão de novos negócios no ramo de atividade da organização. Dentro das inovações de negócios podemos citar:
  • Inovações do modelo de negócios: envolvem mudanças na estrutura do modelo de negócios adotado pela empresa, tanto no aspecto gerencial e administrativo como no aspecto cultural ou organizacional da empresa, envolvendo também mudanças de estratégia na obtenção de matéria-prima, marketing e distribuição e mudanças na logística do negócio, ou seja, na forma como os produtos e serviços são oferecidos ao mercado, não envolvendo, necessariamente, inovações no produto ou serviço. Exemplo: as Lojas Americanas, nacionalmente conhecidas por sua grande rede de lojas de departamentos, adaptou seu modelo de negócios ao “boom” das empresas dotcom (digitais) e é hoje uma das maiores empresas brasileiras no mercado de vendas pela internet, tendo até mesmo incorporado o “ponto com” ao nome de suas lojas, que agora passaram a ser chamadas de Americanas.com. A inovação no modelo de negócios, neste caso, apropriou-se também do uso da tecnologia e fez com que os concorrentes ficassem despreparados para esta mudança de estratégia de negócios. Até hoje, alguns dos principais concorrentes das Lojas Americanas ainda não estão totalmente operantes no mercado on-line.

Existem três tipos de inovação, de acordo com o seu impacto para a organização: a inovação incremental, a inovação distintiva e a inovação radical.

A inovação incremental envolve pequenas melhorias em produtos ou serviços e representa pequeno avanço na forma como o cliente percebe os benefícios do produto, sem alterar drasticamente o seu uso ou consumo. Como exemplo de inovação incremental pode-se citar a inclusão de limpadores de língua e bochecha numa escova de dentes. Trata-se da inclusão de uma nova tecnologia, sem afetar radicalmente o produto ou o seu uso.

No caso da inovação distintiva, o produto ou serviço, apesar de possuir características idênticas àquele a partir do qual foi desenvolvido, apresenta uma série de atributos novos que correspondem a funções inexistentes anteriormente. Como exemplo de inovação distintiva pode-se citar a inclusão de câmeras fotográficas nos aparelhos celulares mais modernos. Embora o celular ainda possua as mesmas funções e características de quando foi criado, com a função de ser um telefone móvel, ganhou características inovadoras e deixou de ser apenas um simples celular, tendo agora também a função de registrar fotos e vídeos, possibilitando ao cliente gravador e registrar os momentos em que as palavras são dispensáveis.

Já a inovação radical, envolve uma mudança drástica nos produtos ou serviços oferecidos e afeta profundamente a percepção do cliente, rompendo com as idéias anteriormente conhecidas no mercado, originado, na maior parte dos casos, por uma necessidade latente ainda não atendida pelos produtos existentes ou por uma nova necessidade até então inexistente principalmente pela falta do produto ou serviço no mercado, causando forte impacto no mercado em geral. São idéias que se caracterizam por não terem um mercado pronto, mas sim um potencial de mercado, decorrente da substituição do produto. Como exemplo de inovação radical, pode-se citar o computador que substituiu a máquina de escrever ou o DVD que substituiu o VHS.

A dinâmica da inovação
De modo geral, as empresas e indústrias são o centro da inovação. Através delas surgem as grandes ideias, os novos produtos, as novas tecnologias. É de se esperar, portanto, que as empresas dediquem uma parte do seu potencial produtivo em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de produtos, investindo tempo e dinheiro no surgimento de ideias criativas e inovadoras.

Nos tempos atuais, a criatividade e a inovação deixaram de ser consideradas apenas como meras ideias ilusórias ou como perda de tempo. A criatividade e a inovação são peças-chaves para o sucesso de uma empresa e são consideradas atividades estratégicas e com grande potencial para aumentar a vantagem competitiva de uma empresa. Inovar deixou de ser uma atividade banal e passou a ser considerada agora como uma atividade vital para a empresa. As empresas que não inovarem, por fim, não sobreviverão à voracidade do mercado. Por isso, cada vez mais, os gestores e administradores estão interessados em inovar seus produtos e serviços, seus negócios, seu modelo de gestão.

No entanto, além de investir seus recursos em projetos de pesquisa e inovação, a empresa precisa contar com parceiros, tanto externos como internos. Estes parceiros podem auxiliar tanto na pesquisa e desenvolvimento de produtos e serviços, como na aplicação de investimentos financeiros. Dente os potenciais parceiros de inovação para as empresas, podemos citar: universidades, centros de pesquisa, agências de fomento à pesquisa científica, governo, clientes, fornecedores, funcionários, etc. Atualmente, devido aos altos custos do processo de pesquisa e desenvolvimento, as empresas interessadas em inovar seus produtos ou serviços adotam um modelo de inovação aberta, ou Open Innovation, onde diversas empresas e entidades contribuem para a pesquisa e o desenvolvimento de projetos e ideias inovadoras, capazes de fomentar o negócio. Desta forma, conclui-se que a inovação é um processo dinâmico, que deve envolver todos os colaboradores da empresa, sejam eles colaboradores internos (funcionários, gerentes, etc.) ou colaboradores externos (clientes, fornecedores, governo, etc.).

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