A Psicogênese da Criatividade

A PSICOGÊNESE DA CRIATIVIDADE

          A criatividade é uma capacidade nata do ser humano, em maior ou menor grau, de acordo com o desenvolvimento e as experiências do indivíduo. O meio ambiente e o meio social no qual o indivíduo se desenvolve podem propiciar maior ou menor quantidade de estímulos físicos, sensoriais e experienciais, atuando como mediadores no desenvolvimento da capacidade de aprendizagem e na criatividade.

          A criatividade tem fundamento também na capacidade de pensar sobre as coisas já aprendidas anteriormente e se apropriar de novos conhecimentos, dando origem a um novo pensamento, a uma nova ideia, ou a uma releitura de ideias anteriormente apresentadas. Abrange desde pequenos e simples projetos até grandes obras, de renome mundial. Qualquer criação é fruto da criatividade, seja ela simples ou complexa!

          Um fator importante na criatividade é o senso de realização pessoal que o processo criativo oferece ao criador depois de concluída a sua obra, seja ela uma simples criação de um sanduíche ou um projeto arquitetônico faraônico. Desde simples projetos, sejam eles literários, artísticos, arquitetônicos ou quem sabe até mesmo gastronômicos, até grandes obras, a criatividade é a mola propulsora do desenvolvimento de qualquer sociedade e das atuais tecnologias.

          A criatividade também é um método de sobrevivência utilizado pelo homem desde a antiguidade, auxiliando a solução de problemas e dando origem às principais invenções do homem.

A partir do domínio criativo do fogo, ele se impôs aos animais mais fortes, solucionando um de seus primeiros problemas. Mais tarde, com a invenção/descoberta da roda, acionou o progresso, descobrindo as oportunidades geradas pela ausência de atrito. […] Batizamos essa vertente de ‘criatividade aplicada’. (PREDEBON, 2006, p.34)

          A criatividade está presente no comportamento diário do ser humano, às vezes em base imperceptível. A habilidade da fala, por exemplo, é um exercício e uma demonstração de nossas capacidades criativas, na capacidade de improvisar pensamentos, revisar mentalmente informações já conhecidas e verbalizar ideias e pensamentos de maneira organizada e lógica.

          A criatividade aparece desde a tenra infância, na tentativa de descobrir o mundo, conhecer o que está ao redor. As crianças são normalmente curiosas, questionam tudo e tentam entender o que está se passando no mundo a sua volta. É a criatividade agindo na mente dos pequeninhos. Os constantes questionamentos, as travessuras, as brincadeiras, o desembaraço e a vivacidade infantil são o reflexo da criatividade em ação, uma expressão de sua personalidade em desenvolvimento.

          É nesta fase em que a maioria das pessoas sofre bloqueios que acabam minando seu potencial criativo (compulsão). Muitas vezes, a criatividade comum passa a ser considerada como algo compulsivo, devaneios infantis ou irreais e diante da falta de compatibilidade com a realidade, as vantagens da criatividade são ofuscadas pelo maior risco que sua aplicação oferece. O não arriscar é um ato limitante para o desenvolvimento da capacidade criativa.

REFERÊNCIAS:

PREDEBON, José. Criatividade: abrindo o lado inovador da mente: um caminho para o exercício prática dessa potencialidade, esquecida ou reprimida quando deixamos de ser crianças. 6.ed. São Paulo: Atlas, 2006.

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