Organizações Aprendentes

          Ser uma empresa tradicional já não é mais o bastante para os dias de hoje. Empresas que seguem hoje os mesmos modelos de gestão de quando iniciaram suas atividades estão fadadas ao fracasso. O mercado hoje exige que as organizações sejam flexíveis e aprendam constantemente, mitigando a ideia de que as empresas não podem mudar nunca. Quem não muda não permanecerá no mercado por muito tempo.

          Uma organização aprendente é aquela que aprende com seus colaboradores, que aprende novas estratégias para permanecer no mercado, que aprende novas metas a cada dia, que muda constantemente, sem deixar de ser a mesma. Os elementos que caracterizam uma organização aprendente são:

  • Competitividade: o desejo de competir e se tornar melhor que seus concorrentes faz com que a empresa aprenda novas formas de trabalhar constantemente, a fim de superar a concorrência;
  • Flexibilidade: organizações flexíveis e com modelos de gestão menos rígidos tendem a aprender mais, a criar mais, a produzir mais, além de favorecer a adaptação diante das constantes mudanças do mercado;
  • Criatividade: surpreender o cliente, surpreender a concorrência, surpreender os próprios funcionários, é a criatividade permeando todas as atividades da empresa, o que garante maior vantagem competitiva perante a concorrência;
  • Inovação: fazer o inesperado, antever as necessidades dos clientes e produzir aquilo que ninguém imaginou, a inovação exige constante aprendizado para que os projetos sejam melhorados e executados, a ponto de se tornarem realidade;
  • Gestão do Conhecimento: difundir o conhecimento e a expertise adquirida é a melhor forma de transformar uma empresa, pois demonstra interesse tanto no mercado como no colaborador interno, o que facilita a motivação e transforma a empresa em um ambiente de inteligência colaborativa;
  • Gestão da Informação: o fluxo adequado de informações claras e precisas contribui para o bom andamento do serviço e para o senso de participação no grupo ou equipe. A Gestão da Informação deve criar ambientes colaborativos de ideias e novas práticas organizacionais, compartilhando os sucessos e as realizações de cada departamento, motivando outros a atuarem de forma a obter o sucesso também, eliminando barreiras e diferenças, criando sinergia entre as partes. A Gestão da Informação também deve ter o objetivo de criar agilidade na tomada de decisões, fornecendo os dados necessários para o planejamento e a decisão;
  • Liberdade: as pessoas que têm liberdade de expor suas opiniões aprendem mais e ensinam mais, o que pode garantir um fluxo de ideias criativas e inovadoras a todo o momento, o que favorece a inovação e aumenta a competitividade entre as empresas;
  • Autonomia: indivíduos que têm autonomia para tomar certas decisões e decidir como as coisas serão feitas, em geral, são indivíduos mais felizes e produtivos. Por isso as empresas devem conceder certo grau de autonomia a todos os seus colaboradores pois esta atitude favorece a criatividade e a inovação, na medida em que o indivíduo pode usar todo o seu conhecimento adquirido durante sua vida para criar soluções para seus problemas, o que pode garantir boas ideias para a empresa;
  • Planejamento e Organização: as empresas precisam saber onde desejam chegar e o que farão para atingir este objetivo e por isso é preciso existir um planejamento adequado das metas e a organização de toda a força de trabalho em prol das metas e objetivos a serem alcançados. Se cada um souber o quanto é importante e o que precisa fazer, as metas serão alcançadas com maior facilidade e a empresa aprenderá um novo modo de agir, um novo modo de fazer algo para se alcançar um objetivo;
  • Experimentação: todas as ideias devem ser vivenciadas e experimentadas, antes de decidir o que realmente funciona e o que não funciona. Quando não se tenta algo, pode ser que o indivíduo fica o resto de sua vida questionando o que teria acontecido se ele tivesse feito as coisas daquele modo. Nas empresas não é diferente. As empresas precisam fornecer ambiente acolhedor para que as ideias sejam expostas e colocadas em prática. Esta é uma das principais formas de a empresa aprender algo, visto que o modelo de ensino baseado na narrativa de conceitos e conhecimento já demonstrou não ser eficaz, fazendo com que os indivíduos “aprendam” o conteúdo apenas momentaneamente;
  • Reflexão e feedback: os funcionários precisam refletir individualmente e em grupo a fim de saber quais os rumos que precisam tomar no caminho do crescimento pessoal e organizacional. Após a reflexão, é preciso que haja ambiente propício para feedback, tanto por parte da empresa para o funcionário como por parte do funcionário para a empresa. É nesta interação e troca de informações que as relações são melhoradas e fortalecidas, gerando comprometimento de ambas as partes.

           Para quem quiser se aprofundar no tema da aprendizagem, sugiro o seguinte artigo, do Professor Marco Antonio Moreira, Unidades de Ensino Potencialmente Significativas – UEPS, disponível no link: http://www.if.ufrgs.br/~moreira/UEPSport.pdf

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